sábado, 14 de junho de 2014

Review do livro "Getting Started with OpenShift: A guide for impacient Beginners"

Recebi do time do OpenShift o livro Getting Started with OpenShift, dos autores Steve Pousty e Katie Miller. Tive o prazer de conhecer o Steve no evento JUDCon e conversei com ele sobre OpenShift. =D
Para quem não conhece, Steve Pousty é Desenvolvedor do OpenShift e Katie Miller é Developer Advocate do OpenShift.

Do que se trata o livro?

O livro trata dos primeiros passos com OpenShift (havia feito esse post anteriormente) mas com muito mais detalhes a respeito da administração de sua conta OpenShift e como usufruir de todas as funcionalidades do OpenShift para criar aplicações.


Imagem da capa do Livro
O livro é pequeno, porém é bem consistente quando se trata em explicar os primeiros passos. Nele, é possível aprender desde a criação da aplicação e adição de tecnologia de backend, passando por gerenciamento da aplicação até conceitos um pouco mais avançados como WebSockets, Backup e colaboração entre contas.
Para tornar a didática do livro mais prazeirosa, ao longo dos capítulos você vai criando e evluindo uma aplicação de exemplo (utilizando Python) e utilizando algumas tecnologias de backend como cron, Banco de Dados PostgreSQL e alguns recursos adicionais do OpenShift.
Bom, por ora é isso. Até o próximo post!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Primeiro meetup de OpenShift em São paulo

O time da Getup Cloud apresentou o primeiro meetup de OpenShift em São Paulo. O evento aconteceu na Osmose coworking e contou com a participação da Red Hat.

O evento

Nesse primeiro meetup, o pessoal quis abordar os termos mais básicos sobre o OpenShift, suas vertentes(expliquei sobre isso em um post anterior), a arquitetura e como a Getup Cloud se encaixa nisso.

À espera do início da apresentação
O evento foi sensacional, as pessoas que foram trouxeram muitas dúvidas prontamente respondidas pelos organizadores, houve uma interação dos participantes e muito interesse por parte deles em conhecer sobre Openshift.

Diego (Getup Cloud) explicando a diferença das vertentes do Openshift
Ao final do evento, a Red Hat pagou pela pizza e houve um ótimo espaço para Networking. Todos conversando sobre as possibilidades de uso do OpenShift e também muitas idéias para aplicações e quickstarts/cartridges.

Slide sobre a arquitetura da Getup Cloud

O pessoal do meetup no espaço Osmose coworking
Provavelmente, haverá um próximo evento do meetup em Junho. Pra quem não quer ver a Copa, conversem com os organizadores para fazer o evento. Pra quem quer ver, vamos assistir a Copa juntos enquanto falamos de OpenShift. =D
Por ora é isso, até o próximo post!

domingo, 25 de maio de 2014

OpenShift Origin Index: O catálogo de serviços para o OpenShift

Com tantas possibilidades de serviços para utilizar no OpenShift, ficamos até perdidos em saber qual está disponível ou não. Google nem sempre é nosso amigo quando se trata de quickstarts e cartuchos para o OpenShift, então é importante procurar em um ponto central para também ter uma sensação de que o quickstart/cartucho que estamos utilizando é até confiável e não incompleto. Com base nisso, a equipe do OpenShift criou o OpenShift Origin Index. Falarei sobre ele nas próximas seções.

O que é o OpenShift Origin Index?

O OpenShift Origin Index é uma aplicação criada pelo time de OpenShift afim de centralizar todos os quickstart e cartuchos da comunidade em uma página, onde os desenvolvedores que querem divulgar seu trabalho adicioná-los no site e os que estão interessados en utilizar poder buscar e fazer o deploy  diretamente no Openshift.

Basicamente, o OpenShift Origin Index é um Google para o OpenShift Origin porém com a diferença de que ao lado do Quickstart/ Cartucho há um botão de deploy, que irá lhe redirecionar diretamente para a página de criação da aplicação OpenShift e com isso

Tela do OpenShift Origin Index
 A interface é bem simples, porém está em constante desenvolvimento pela equipe e com certeza veremos uma evolução cada vez maior dele.

Como Acessar?

O OpenShift Origin Index está disponivel na URL http://origin.ly/ e você pode tanto publicar seu quickstarts/ cartuchos quanto usar os que estão disponíveis no catálogo.
Para quem quer visualizar ou usar os serviços não é necessário login, porém para divulgar você precisa fazer o login com a sua conta do GitHub. Para isso, clique em Sign In e você será redirecionado para a página do GitHub onde irá pedir sua autorização para que a aplicação possa acessar seus repositórios e sua conta.

Adicionando um quickstart/cartucho



Posso usar o OpenShift Origin Index em meu próprio ambiente OpenShift Origin?

O código do OpenShift Origin Index é aberto (assim como o código do OpenShift Origin) e você pode encontrar o código em
https://github.com/openshift/oo-index. A aplicação foi feita em Python utilizando Flask e Bootstrap.
Para utilizá-lo em seu próprio ambiente OpenShift Origin, basta seguir as instruções na página do GitHub do OpenShift Index e fazer o deploy em seu próprio ambiente. Não se preocupe com dados, pois no momento seu repositório de dados é um arquivo .json que armazena todos os quickstarts.

Conclusão

Não há como negar as infinitas possibilidades do OpenShift em trazer plataformas, aplicações ou linguagens para o ambiente de Computação em Nuvem. Basta analisar todos esses quickstarts e cartuchos para ver o quanto pode ser feito nesse ambiente. Até o próximo post.

sábado, 24 de maio de 2014

xPaaS: A nova geração de serviços na nuvem

É cada vez mais claro que a nuvem está se tornando uma solução mais atraente quando se fala em reduzir o Time-to-Market e desenvolvimento rápido de aplicações. Porém em determinados momentos não há como simplesmente esquecer conceitos do passado e em alguns momentos reinventar a roda. Com base nessa necessidade, a equipe do OpenShift está lançando a solução xPaaS, que reúne alguns serviços para desenvolvimento de aplicações mais avançados. Neste post, falarei um pouco sobre a solução.

A Solução xPaaS

A solução xPaaS é um conjunto de features adicionais agregadas ao OpenShift que permite utilizar em suas aplicações conceitos já utilizados atualmente dentro da nuvem. Tais conceitos, como BPM e EAI, rodam como aplicações dentro do OpenShift permitindo assim integrar os sistemas através de padrões de arquitetura EAI, orquestração de serviços utilizandos processos e regras e fazer deploy em ambientes híbridos.
O OpenShift xPaaS possui até o momento os serviços iPaaS, BPMaaS e mPaaS. O que eles são e para que serve? Tentarei explicar nas próximas seções.

O serviço base ou o serviço de container de aplicações

Desde o início, o OpenShift oferece Servidores de Aplicações Java (como JBoss, Tomcat e outros) para desenvolvimento de aplicações. Sem dúvida, esses servidores são essenciais já que hospedam suas aplicações. A partir daí, o desenvolvimento cria as aplicações corporativas utilizando a especificação Java EE onde define as APIs necessárias tais como persistência, transação e outros.


Aplicação Kitchensink rodando no cartridge JBoss EAP
Mais informações você pode encontrar em https://www.openshift.com/developers/jboss

iPaaS: Integração como um Serviço

Geralmente, em uma empresa, há diversas aplicações para agilizar o fluxo de trabalho de departamentos internos da empresa porém é necessário que essas aplicações interajam entre si afim de melhorar a eficiência deles sem reinventar a roda. Para isso, os padrões EAI facilitam a integração entre sistemas utilizando princípios arquiteturais.

Fuse no OpenShift

Além de integração, há também uma necessidade de se integrar diversas fontes de dados para o ecossistemas de aplicações de uma empresa. Uma vez que há diversas formas de se armazenar dados, sempre há um problema para juntar informações que vêm de várias fontes e com isso criou-se o conceito de Data Virtualization. Esse conceito trata de juntar todas as fontes de dados em uma base de dados virtual, criando-se um único ponto de acesso  para as informações vindas de diversas fontes de dados.
O OpenShift oferece um cartucho chamado Data Virtualization que consiste em criar uma instância de Teiid (mais informações sobre o projeto Teiid em http://teiid.jboss.org/) e assim poder criar um ponto único de acesso a diversas fontes. A integração pode ser feita via IDE Eclipse utilizando os plugins do JBoss Tools ou utilizando o JBoss Developer Studio.

Eclipse executando uma instância de Teiid rodando no OpenShift

Você pode encontrar mais informações sobre o Fuse em https://www.openshift.com/developers/jboss-fuse/getting-started e sobre o Teiid/Data Virtualization Platform  em https://www.openshift.com/developers/jboss-data-virtualization/getting-started

BPMaaS: Processos de negócio como um Serviço

Apesar de o desenvolvimento de código para criar aplicações é a forma mais clássica da computação de se facilitar processos das áreas da empresa. No entanto, certas áreas possuem regras de negócio mutáveis que inviabiliza o desenvolvimento de código dado o esforço de se alterar as regras a qualquer momento. Para isso, existe o conceito de Business Rules Management (Gerenciamento de Regras de Negócio) que permite que o analista de neǵocios possa criar e alterar as regras de negócio de forma mais prática e rápida através de uma linguagem simples e sem necessitar de alterações no código da aplicação.
O projeto Drools (http://drools.jboss.org/) permite esse tipo de lógica e vai além: é possível também criar fluxos de negócio para serem integrados a aplicações e com isso criar um ambiente de BRM para regras de negócios mutáveis.

Criando um Fluxo de Negócio com o Cartucho BPMS

O OpenShift utiliza o Drools através do cartucho JBoss BPM Suite, que também adiciona BAMs (Business Activity Monitoring ou Monitoramento de Atividade de Negócios) para que sejam gerados dashboards que monitora como estão os dados gerenciais que permite tomar decisões mais certeiras a respeito do negócio.

Tela de BAM do JBoss BPMS no OpenShift

Mais informações sobre o JBoss BPM Suite pode ser encontrada em https://www.openshift.com/developers/jboss-bpms/getting-started

mPaaS: Plataforma de Mobilidade como um Serviço

Uma das tecnologias que têm sido cada vez mais adotada é a Mobilidade, ou seja, aplicações corporativas criadas para Smartphones e/ou Tablets. Um dos desafios dessa tecnologia é criar aplicações que rodam sem dificuldade em diversas plataformas Mobile, o que dificulta o desenvolvimento. Para isso, há um conceito chamado de Mobile Web onde é possível criar aplicações que podem rodar em qualquer plataforma, uma vez que a aplicação é desenvolvida utilizando as tecnologias W3C (HTML, CSS e Javascript). Mas e quando é necessário utilizar conceitos nativos do SO Mobile? Aí é necessário desenvolver a aplicação sob o conceito de aplicações Híbridas em que a partir do código cria um pacote nativo para determinada plataforma Mobile.
Ok, mas e se eu precisar fazer algum tipo de comunicação Push nas minhas aplicações Mobile? O OpenShift possui o cartucho Aerogear Push Server que gerencia todos os provedores de Push para assim criar um ponto único de comunicação entre as diversas implementações de Push como o Google Cloud Messaging, Apple Push Network, etc.

Aerogear Push Server no Openshift

Para maiores informações sobre o Aerogear, veja em https://www.openshift.com/quickstarts/aerogear-push-0x. O Aerogear Push Server é parte do projeto Aerogear, que pode ser encontrado em http://aerogear.org/.

Conclusão

O OpenShift cresce cada vez mais e com mais aplicações e plataformas disponíveis para uso.  O xPaaS é uma das plataformas que eu particularmente acho mais promissora dada a variedade de serviços corporativos envolvidos. Quem quiser conhecer mais sobre o xPaas, pode ver em https://www.openshift.com/xpaas. Até o próximo post.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Fedora 20 Release Party

No dia 18 de Janeiro, participei do Fedora 20 Release Party no escritório da Red Hat. O evento foi mais um motivo para encontrar bons e velhos amigos para conversar sobre Open Source e também poder compartilhar conhecimento. Graças ao meu amigo Leonardo Vaz (que apresentou o tema principal do encontro), tive a oportunidade  e apresentar sobre o OpenShift Origin 3 e OpenShift Enterprise 2.
Apresentando sobre o OpenShift
O pessoal em geral conhecia o OpenShift mas não o conhecia tão a fundo, e com isso o evento ficou ainda mais bacana já que eu não havia preparado uma apresentação mais formal sobre o assunto mas só a vontade de todos por querer conhecer mais sobre o assunto já me permitiu que eu falasse por mais ou menos 2 horas. =D
Pessoal super interessado sobre OpenShift
Há propostas de se fazer outros e provavelmente estarei por lá. Publicarei o próximo evento aqui assim que souber a data. Até a próxima!
Pessoal do evento

sábado, 11 de janeiro de 2014

Django nas nuvens: Python com OpenShift

Esse e alguns próximos posts serão a respeito de um projeto novo que pretendo finalmente botar em prática sobre um sistema que gostaria muito de desenvolver. Tenho algumas idéias com algumas features que virão no futuro no OpenShift e que virão também para complementar essa série. Iniciarei essa série falando sobre Python e de um framework muito utilizado pelos programadores Python: O Django.

Introdução

O Django é um framework MVC que auxilia na construção de aplicações Web com Python utilizando o bom e velho padrão MVC (Model-View-Controller). Nele, é possível criar aplicações de forma bem rápida e simples. Bastando criar algumas linhas de código e você já consegue ter CRUDs básicas funcionando.

Primeiros passos

Para iniciar o desenvolvimento, vamos criar uma aplicação utilizando a ferramenta RHC (em um post anterior eu expliquei como utilizar)
$ rhc create-app djangoapp python-2.7 --from-code git://github.com/openshift/django-example.git
Após a criação da aplicação,você poderá acessar através da URL http://djangoapp-<dominio>.rhcloud.com. A página inicial será assim:
Página inicial da aplicação Django
Falarei sobre esse link admin logo a seguir. A estrutura do projeto Django fica dessa forma:


CRUD sem esforço: A interface administrativa do Django

Uma das coisas que gostei do Django é justamente porque ele facilita muito a geração de telas de cadastro, mais conhecidas como CRUD (Create-Retrieve-Update-Delete), tornando assim mais rápido o desenvolvimento de telas que realmente importam para o sistema. Sem contar que ele já fornece autenticação de usuários na criação da aplicação.
Para isso o Django possui o Django Admin Site, que é uma série de pacotes que permite criar essas telas sem muito esforço de código. Basta algumas linhas e logo é possível fazer o CRUD das suas entidades. Como o Django Admin Site já está acessível assim que você cria a aplicação no OpenShift, já é possível acessá-la. 
Mas espera! Falta a senha do admin e sem ela não dá pra acessar. Para pegar a senha, é simples: basta acessar a aplicação via SSH e procurar pelo arquivo app-root/runtime/data/CREDENTIALS e lá estará os dados de usuário e senha para acessar o Django Admin Site:

Capturando a senha gerada pelo OpenShift
Para habilitar o Django Admin Site para procurar pela classe de modelo que iremos adicionar, abra o arqivo wsgi/openshift/settings.py e adicione na seção INSTALLED_APPS o conteúdo abaixo que está em negrito:
INSTALLED_APPS = (
    'django.contrib.auth',
    'django.contrib.contenttypes',
    'django.contrib.sessions',
    'django.contrib.sites',
    'django.contrib.messages',
    'django.contrib.staticfiles',
    # Uncomment the next line to enable the admin:
    'django.contrib.admin',
    # Uncomment the next line to enable admin documentation:
    # 'django.contrib.admindocs',
    'openshift',)
Depois, abra (ou crie se não existir) o arquivo wsgi/openshift/models.py e adicione o seguinte conteúdo:
from django.db import models
class Pessoa(models.Model):
    nome = models.CharField(max_length=40)
    idade = models.IntegerField()
Por fim, abra (ou crie se não existir) o arquivo wsgi/openshift/admin.py e adicione o seguinte conteúdo:
from django.contrib import admin
from openshift.models import *
admin.site.register(Pessoa)
Depois disso, é só enviar o código para o OpenShift:
$ git add . --all
$ git commit -m "Adicionando o Django Admin Site"
$ git push
Com isso, eu habilitei o Django Admin Site e criei um primeiro cadastro de Pessoas (conforme código em models.py). Após isso, acesse o Django Admin Site e você verá que apareceu uma seção openshift e um link para o cadastro de Pessoas:

Django Admin Site com o cadastro de Pessoas
Agora é só fazer o cadastro de pessoas como preferir. =D

E se eu quiser expor minha aplicação com REST?

Como eu estou criando uma aplicação com diversas formas de acesso (Web, Mobile e Desktop), eu precisava expor meus modelos de forma que pudesse ser acessados para manipular meus cadastros. Procurei pela Internet (Google, pra ser mais específico) e encontrei um Framework muito bacana chamado Django REST Framework, que já faz o trabalho de capturar todos os modelos criados para o Django Admin Site e expor operações de CRUD via REST. Para adicionar em sua aplicação Django no OpenShift, basta executar os comandos abaixo:
$ rhc ssh djangoapp
> pip install djangorestframework
 Depois disso, iremos adicionar mais alguns códigos para expor nossa classe Pessoa para operações de CRUD. Abra o arquivo wsgi/openshift/settings.py e adicione o conteúdo em negrito:
INSTALLED_APPS = (
    'django.contrib.auth',
    'django.contrib.contenttypes',
    'django.contrib.sessions',
    'django.contrib.sites',
    'django.contrib.messages',
    'django.contrib.staticfiles',
    # Uncomment the next line to enable the admin:
    'django.contrib.admin',
    # Uncomment the next line to enable admin documentation:
    # 'django.contrib.admindocs',
    'openshift',
    'rest_framework',
Depois, abra ou crie o arquivo wsgi/openshift/serializers.py e adicione o seguinte conteúdo:

from openshift import models
from rest_framework import serializers
class PessoaSerializer(serializers.HyperlinkedModelSerializer):
        class Meta:
            model = models.Pessoa
            fields = ('nome', 'idade')
Esse código simplesmente define que a classe Pessoa será exposta via REST e quais são os campos que podem ser visualizados via REST. Abra o arquivo wsgi/openshift/views.py e adicione o seguinte conteúdo em negrito:

import os
from django.shortcuts import render_to_response
from openshift import modelsfrom rest_framework import viewsetsfrom openshift import serializers
def home(request):
    return render_to_response('home/home.html')
class PessoaViewSet(viewsets.ModelViewSet):        queryset = models.Pessoa.objects.all()        serializer_class = serializers.PessoaSerializer
Por fim, abra o arquivo wsgi/openshift/urls.py e adicione o conteúdo em negrito:
from django.conf.urls.defaults import patterns, include, url
from rest_framework import routersfrom openshift import views
router = routers.DefaultRouter()router.register(r'pessoa', views.PessoaViewSet)
# Uncomment the next two lines to enable the admin:
from django.contrib import admin
admin.autodiscover()
urlpatterns = patterns('',
    # Examples:
    url(r'^rest/', include(router.urls)),    url(r'^$', 'openshift.views.home', name='home'),
    # url(r'^openshift/', include('openshift.foo.urls')),
    # Uncomment the admin/doc line below to enable admin documentation:
    # url(r'^admin/doc/', include('django.contrib.admindocs.urls')),
    # Uncomment the next line to enable the admin:
    url(r'^admin/', include(admin.site.urls)),
)
E depois é só enviar o código para o OpenShift:
$ git add . --all
$ git commit -m "Adicionando REST ao djangoapp"
$ git push
Pronto! Agora é só acessar a página http://djangoapp-rmartinelli.rhcloud.com/rest/pessoa/ e o Django REST Framework listará todas as pessoas cadastradas. Caso queira fazer um teste, experimente criar um código simples que acesse essa URL REST e veja se você recebe os dados. O formato da resposta é o JSON, então é possível facilmente fazer um parse e listar em uma página HTML.
Por ora, essa parte  é apenas para esquentar para que nos próximos posts eu possa falar de como criar aplicações Web, Mobile e Desktop para consumir essa API REST e assim poder demonstrar outras tecnologias/linguagens/plataformas que o OpenShift pode utilizar.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Openshift origin: sua nuvem privada

Como todos já sabem, o OpenShift têm evoluído cada vez mais e mais pessoas estão utilizando o serviço para desenvolvimento de aplicações na nuvem. Inclusive há histórias bem interessantes sobre aplicações e startups sobre OpenShift. Caso queiram conhecer alguns cases de sucesso, vocês podem  algumas delas através da página:

Mas para algumas startups, o maior caso de sucesso não é a aplicação hospedada no OpenShift e sim a infraestrutura da nuvem! Sim amigos, há startups que oferecem o serviço na nuvem assim como a Red Hat e a Google: trata-se de uma startup brasileira chamada getup (http://www.getupcloud.com). A startup oferece um serviço de hospedagem e PaaS exatamente como o OpenShift faz, porém com algumas vantagens para os desenvolvedores brazucas, como:
  • Infraestrutura totalmente feita no Brasil (seu ambiente foi construído no ambiente AWS assim como o OpenShift Online mas usando o datacenter de São Paulo)
  • O suporte é em Português (assim como no OpenShift Online, porém o plano pago do OpenShift ainda será lançado)
  • Acompanha todas as atualizações do OpenShift
Portanto, como devem ter percebido, o OpenShift é um projeto Open Source assim como todos os outros projetos que a Red Hat mantém. Por isso, é possível ter acesso ao código dele bem como é possível configurar uma nuvem privada dentro de sua própria empresa/startup/casa.
Tentarei nas próximas seções explicar as formas de como ter um ambiente OpenShift rodando em seu ambiente particular. Nota: Caso queira conhecer um pouco sobre a arquitetura interna do Openshift, basta ler essa página: http://aprendendo-cloud-computing.blogspot.com.br/p/aqruitetura-do-openshift.html

Antes, um aviso...

Após a Red Hat anunciar a sua versão On-Premise (ou seja, OpenShift rodando em redes privadas corporativas), houve a necessidade de separar as diferentes áreas para dar foco total aos engenheiros na inovação e produtização do OpenShift. Temos o OpenShift Online que é o serviço de hospedagem da comunidade acessível pelo endereço http://openshift.com e também com uma conta paga você terá acesso a mais recursos computacionais, o OpenShift Origin é o projeto Open Source da Red Hat e por fim temos o produto da Red Hat para empresas que é o OpenShift Enterprise. Abaixo você pode observar melhor a relação entre esses projetos:
Projetos OpenShift

Configurando o ambiente OpenShift

Esse é o jeito mais complexo de se construir  um ambiente pois você irá configurar cada componente em questão e portanto leva-se muito tempo para isso. No entanto, é a melhor forma de estudar a arquitetura do OpenShift e isso será fundamental para caso você tenha problemas com o ambiente que está configurando.
Para isso, siga o Deployment Guide na página do OpenShift: http://openshift.github.io/documentation/oo_deployment_guide_comprehensive.html

Automatizando a configuração com Puppet

Claro que é muito bacana seguir os passos para fazer o deployment para compreender como cada componente se encaixa (acredito, eu acho isso melhor que quebra-cabeças), mas em um ambiente como o próprio OpenShift Online (o serviço PaaS público da Red Hat), torna-se inviável provisionar servidores para comportar a carga sem ao menos ter uma forma de automatizar a instalação/configuração. Pensando nisso, a equipe da comunidade criou alguns scripts em puppet para provisionar de forma automatizada. Inclusive, é possível provisionar um ambiente completo OpenShift em um servidor (o famoso all-in-one) ou configurar alguns componentes somente no servidor. O site do OpenShift tem um Puppet Deployment Guide para isso e caso queira é só seguir: http://openshift.github.io/documentation/oo_deployment_guide_puppet.html
Abaixo uma classe Puppet para provisionamento do OpenShift all-in-one:
  class { 'openshift_origin' :
      #The DNS resolvable hostname of this host
      node_fqdn                  => "broker.example.com",

      #The domain under which application should be created. Eg: <app>-<namespace>.example.com
      cloud_domain               => 'example.com',

      #Upstream DNS server.
      dns_servers                => ['8.8.8.8'],

      enable_network_services    => true,
      configure_firewall         => true,
      configure_ntp              => true,

      #Configure the required services
      configure_activemq         => true,
      configure_mongodb          => true,
      configure_named            => true,
      configure_avahi            => false,
      configure_broker           => true,
      configure_node             => true,

      #Enable development mode for more verbose logs
      development_mode           => true,

      #Update the nameserver on this host to point at Bind server
      update_network_dns_servers => true,

      #Use the nsupdate broker plugin to register application
      broker_dns_plugin          => 'nsupdate',

      #If installing from a local build, specify the path for Origin RPMs
      #install_repo               => 'file:///root/origin-rpms',

      #If using BIND, let the broker know what TSIG key to use
      named_tsig_priv_key         => '<tsig key>',

      #If using an external ethernet device other than eth0
      #eth_device                 => '<ethernet device name, eg: enp0s5>',

      #If using with GDM, or have users with UID 500 or greater, add to this list
      #os_unmanaged_users         => ['gdm'],

      #If using the stable version instead of the nightly
      #install_repo               => 'release',
      #dependencies_repo          => 'release',
    }

Download das Máquinas Virtuais (o famoso Lazy Mode)

Se vocês forem como eu, então procurarão pela maneira mais fácil. =D Trata-se simplemente se um repositório onde há diversos arquivos de Máquinas Virtuais já instalados e configurados com OpenShift e é só importar para o Hypervisor de sua preferência. Assim, você terá o mínimo de esforço necessário para rodar o OpenShift localmente em sua máquina/servidor.
Tela de início da Máquina Virtual OpenShift
Você pode encontrar mais informações no Virtual Machine Deployment Guide: http://openshift.github.io/documentation/oo_deployment_guide_vm.html
Bom, por ora é isso. Quem tiver dúvidas ou teve problemas com alguns dos métodos para provisionar seu próprio ambiente OpenShift, podem postar um comentário. Até a próxima.